domingo, 14 de outubro de 2012

brinquedo guardado

            Estava cansada, exausta. Desistindo de tudo.
            Ela estava cansada de ser tratada como brinquedo, mas não qualquer brinquedo. Aquele que fica guardado no maleiro do guarda-roupa, que a criança quase nunca brinca, não merecedor de atenção.
            Ela se sentia um verdadeiro lixo.Se sentia a ultima opção,a ultima escolha. Aquela que era escolhidas por falta de opções melhores.
            Por que encher a boca e dizer "minha namorada" ? Se na hora que ela está sozinha, esta triste você não esta?Se você só sabe gritar e menosprezar as poucas coisas boas que ela tenta fazer? Isso cansa.
            Ela o ama muito,mais que a si própria. Mas estava esgotada. Que amor era aquele que ela pensava em se matar? Que ela tentava realmente? Ela sabia o quão serio era aquilo.
            Já havia tentado antes, sim. Mas em situações seríssimas.Com 4 anos, numa briga dos pais, ela estava muito mal,péssima, via como a unica saída por um grito de paz a morte como caminho. Ela não quis fazer aquilo naquele dia para que ninguém levasse culpa. Decidiu então numa quinta-feira,a noite, após todos irem dormir. Sairia do quarto para "beber água" e se mataria. Escreveu até uma carta.
            A quinta-feira chegou, ela não tinha mais aquela certeza.Mas uma vez a duvida retornou a sua mente, morrer e deixar a pessoa que mais amava sem sua unica fonte de conforto?não terminou o plano.
            Mas caro leitor, concorde comigo, que amor é esse? Um amor que a faz sentir a mesma dor do pior dia de sua vida?Isso não é amar de verdade,é gostar. É querer ter alguém para mostrar pros amigos "é minha namorada" por puro ego. É querer ter ao lado a menina "gostosinha" que é cobiçada. Amor,amor de verdade? Talvez não exista.

sábado, 13 de outubro de 2012

Esgotada

    Esgotada de desilusões, se jogou na cama e tentou dormir. Não chorava, olhava pro nada sem saber oque fazer. Morrer ou viver passou a ser sua unica duvida. Tentaria tudo, talvez, mas sabia o quanto podia magoar, esse saber a prendia viva.
    Num lapso corajoso, coloca a mão esquerda em seu pescoço, pressiona o começando a diminuir a passagem de ar,ela queria aquilo, ela queria muito. As recordações rodopiavam em sua mente,boas,ruins, a faziam forte e fraca numa guerra sem fim. As dores,os erros, os amores,as duvidas podiam sumir.
    Mas o amor da mãe? Aquela que sofria angustiosamente todos os dias por não dar aquilo que ela pedia,que queria. A mãe, doente, triste, sofrida, que só a tinha como fonte de consolo. Como tirar da pessoa que mais lhe amava sua unica fonte de consolo? Era tão cruel..
    E ele,seu tão amado? Brigas orendas a mantinham la,naquela ideia fixa de morte.O medo de pioras, dos dias de chuva,dos dias de dor a mantinham la.Desistiu.
    Ela não podia terminar assim, ela tinha sonhos dos quais jurou honrar e honraria. Isso a manteria la, a manteria viva.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

   Só hoje, não deixe que o encanto se acabe,a estrela se apague, o amor florear.
   Deixe que o amor permanecer, a arvore florecer, logo ao amanhecer.
   Deixa a bailarina brilhando, o ator mostrando quem é.
   Mostre-me fera selvagem, sem medos e só coragem, me faça vencer.
   Brilhe acima de tudo,mude caminhos, faça destinos.
   Mas nunca deixe a bailarina parar de brilhar.