Esgotada de desilusões, se jogou na cama e tentou dormir. Não chorava, olhava pro nada sem saber oque fazer. Morrer ou viver passou a ser sua unica duvida. Tentaria tudo, talvez, mas sabia o quanto podia magoar, esse saber a prendia viva.
Num lapso corajoso, coloca a mão esquerda em seu pescoço, pressiona o começando a diminuir a passagem de ar,ela queria aquilo, ela queria muito. As recordações rodopiavam em sua mente,boas,ruins, a faziam forte e fraca numa guerra sem fim. As dores,os erros, os amores,as duvidas podiam sumir.
Mas o amor da mãe? Aquela que sofria angustiosamente todos os dias por não dar aquilo que ela pedia,que queria. A mãe, doente, triste, sofrida, que só a tinha como fonte de consolo. Como tirar da pessoa que mais lhe amava sua unica fonte de consolo? Era tão cruel..
E ele,seu tão amado? Brigas orendas a mantinham la,naquela ideia fixa de morte.O medo de pioras, dos dias de chuva,dos dias de dor a mantinham la.Desistiu.
Ela não podia terminar assim, ela tinha sonhos dos quais jurou honrar e honraria. Isso a manteria la, a manteria viva.
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