Estava cansada, exausta. Desistindo de tudo.
Ela estava cansada de ser tratada como brinquedo, mas não qualquer brinquedo. Aquele que fica guardado no maleiro do guarda-roupa, que a criança quase nunca brinca, não merecedor de atenção.
Ela se sentia um verdadeiro lixo.Se sentia a ultima opção,a ultima escolha. Aquela que era escolhidas por falta de opções melhores.
Por que encher a boca e dizer "minha namorada" ? Se na hora que ela está sozinha, esta triste você não esta?Se você só sabe gritar e menosprezar as poucas coisas boas que ela tenta fazer? Isso cansa.
Ela o ama muito,mais que a si própria. Mas estava esgotada. Que amor era aquele que ela pensava em se matar? Que ela tentava realmente? Ela sabia o quão serio era aquilo.
Já havia tentado antes, sim. Mas em situações seríssimas.Com 4 anos, numa briga dos pais, ela estava muito mal,péssima, via como a unica saída por um grito de paz a morte como caminho. Ela não quis fazer aquilo naquele dia para que ninguém levasse culpa. Decidiu então numa quinta-feira,a noite, após todos irem dormir. Sairia do quarto para "beber água" e se mataria. Escreveu até uma carta.
A quinta-feira chegou, ela não tinha mais aquela certeza.Mas uma vez a duvida retornou a sua mente, morrer e deixar a pessoa que mais amava sem sua unica fonte de conforto?não terminou o plano.
Mas caro leitor, concorde comigo, que amor é esse? Um amor que a faz sentir a mesma dor do pior dia de sua vida?Isso não é amar de verdade,é gostar. É querer ter alguém para mostrar pros amigos "é minha namorada" por puro ego. É querer ter ao lado a menina "gostosinha" que é cobiçada. Amor,amor de verdade? Talvez não exista.
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